Taipús de Fora - BA
Auro Queiroz
Através do olhar da fotógrafa, cria-se um vínculo inesperado entre suas lembranças de infância com judeus “marcados para morrer”, e seu ativismo em relação aos Yanomami, “marcados para viver”. Essas duas visões adquirem um sentido dentro da própria exposição. Em 1944, no fim da Segunda Guerra Mundial, quando tinha treze anos, Claudia reporta ter seu primeiro encontro com os “marcados para morrer”, na Hungria. “Meu pai, meus parentes paternos, meus amigos de escola, todos com a estrela de Davi, visível, amarela, costurada na roupa, na altura do peito, para identificá-los como “marcados”, para agredi-los, incomodá-los e, posteriormente, deportá-los aos campos de extermínio.”, explica a artista em seu livro.

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